Ateliê Marcela Santana

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Bebê a bordo


     Bem, como pai é quem cria, gostaria de deixar a novidade de que serei pai mais uma vez em outubro. Estamos grávidos. Vamos ver se vem uma menininha dessa vez e que Beza não enjoe tanto quanto a primeira gravidez.
     Estou super feliz, mesmo!!! Na verdade, eu consegui passar Beza na conversa. Desde o ano passado venho enganando ela para conseguir engravidá-la. Ela se fingindo de boba enfim caiu nas minhas (será? kkk) investidas.
     Abraços.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A Flauta Mágica 2º Ato

     Aqui inicia o segundo ato. Estou sem tempo de descrever e postar os outros videos. Fica para outro dia.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nota de ausência

     Sei que estou ausente. Quero pedir desculpas aos meus leitores. Aos meus amigos e parentes que me acompanham aqui. Estive sendo questionado sobre o porquê de eu ter parado de postar. Mas digo: não parei. Apenas saí da casa alugada que eu morava e estou tentando entregá-la até o dia 15 de fevereiro. Então a correria está grande, muito grande. Estou esgotado. Acabei faltando com vocês no meu blog.
     Estou cheio de novidades e em breve estarei postando elas. Só preciso de mais uns dias. Mas já vou contando de antemão. Comecei a surfar. Estou adorando. Vou postar um vídeo com meus tombos (hehehe). Depois também vou postar o segundo ato da "Flauta Mágica", vou falar sobre tom e semitom, intervalos, e enfim falar direitinho sobre os harmônicos para responder todos os questionamentos do meu amigo Cuscuz.
     Já agradeço a compreensão de vocês e em breve trarei aquela novidade que eu estava ansioso para contar, mas não podia ainda. Até o fim do mês espero já poder contar.

     Abraço a todos e vamos surfar!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Instrumentos



     Voltando a falar de música, vamos explicar aqui um pouco sobre os instrumentos. Além da voz, que não é considerado um instrumento, mas podemos considerá-la como uma classe específica, afinal quem estuda música, estuda ou um instrumento ou canto, temos as classificações dos instrumentos quanto a diversos aspectos. Aqui veremos as principais divisões.
     Os instrumentos podem ser classificados quanto ao número de sons simultâneos, em harmônicos e melódicos. Os instrumentos harmônicos são aqueles que conseguem produzir vários sons ao mesmo tempo como característica permanente. Podemos exemplificá-los pelo piano, violão, cravo, harpa, etc. Já os instrumentos melódicos têm como característica principal a execução de um som por vez. Então temos os instrumentos de sopro, os de corda friccionadas (que podem emitir mais de um som ao mesmo tempo, mas sua característica principal é de emitir apenas um som por vez) e os instrumentos de percussão melódicos. Podemos exemplificá-los aqui pela flauta, violino, saxofone, oboé, clarinete, etc.
     Além desta divisão, temos a classificação quanto ao mecanismo da produção do som. Podem ser os instrumentos de percussão, cordas e sopro. Os de percussão são percutidos com baquetas ou com as mãos. Temos a caixa clara, tímpano, xilofone, etc. Os de sopro são produzidos a partir do ato de soprar. São as flautas, os saxofones, oboé, clarinete, trompete, trombone, tuba, trompa, etc. Os de corda são produzidos por cordas normalmente de nylon ou de aço. São o piano, cravo, harpa, violino, viola, violoncelo, etc.
     Dentro destas divisões há algumas subdivisões. Os instrumentos de corda são subdivididos de acordo com o ataque na corda em cordas friccionadas, cordas tangidas e cordas percutidas. As cordas friccionadas são atacadas com o uso de um arco. Então temos o violino, viola, violoncelo e contrabaixo, além de alguns de seus ancestrais. As cordas percutidas são atacadas por um tipo de martelo sobre a corda. Então aí temos o piano. As cordas tangidas são atacas pelos dedos, unhas, palhetas ou ganchos. Então aí temos o cravo, violão, banjo, bandolim, cavaquinho, guitarra, contrabaixo elétrico, harpa, etc.
     Dentro dos instrumentos de sopro, temos a subdivisão quanto ao timbre (lembrando que falarei mais sobre harmônicos e timbre em um futuro próximo). Podem ser madeiras ou metais. As madeiras são os instrumentos de sopro feito de madeira ou que tenham um timbre semelhante. E ainda são divididas quanto à embocadura: embocadura livre, palhetas e bisel. Nas de embocadura livre não há uma ferramenta para produção do som além do próprio ar. Temos a flauta transversal e o flautim. Nas de palheta usa-se uma palheta de determinado tipo de cana para se produzir o som. Temos os de palheta simples conectados a uma boquilha: saxofones e clarinete e temos os de palheta dupla: oboé, corne inglês, fagote e contrafagote. Nas de bisel, usa-se uma espécie de apito para se produzir um som. Temos as flautas doce. Já nos metais usa-se uma boquilha. Temos o trompete, trombone, trompa, bombardino, picolo e tuba. Curiosidade: a flauta transversal, o flautim e os saxofones são feitos de metal, porém o timbre é mais próximo dos instrumentos de madeira, por isso entra nesta classificação.
     Dentro dos instrumentos de percussão, temos os melódicos e os não melódicos. Os melódicos possuem pelo menos uma escala completa. São o xilofone, metalofone, lira e assemelhados. Os não melódicos são limitados entre um e quatro sons. São a maioria dos instrumentos de percussão que conhecemos. A maioria é semelhante ao tambor. Então temos a caixa clara, o tímpano, pratos, carrilhão, agogô, pandeiro, bongô, etc.
     Espero ter esclarecido alguma coisa. Dúvidas me perguntem. Se postei alguma inverdade, me ajudem também. Agora participem da nova enquete.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Aonde quer que eu vá



     É engraçado. Quando estamos tristes ou meio down, sempre pensamos o pior. Sempre enxergamos somente as piores hipóteses. Pelo menos, comigo foi assim. Foi tanto a ponto de eu não enxergar meus novos amigos aqui. Tenho João, Onocir, Fábio, Mauro, Daniel, Álvaro, Fabiano, Marcos, Camila, Ana e virão outros. Mas eu estava tão preso aos meus amigos de Natal que não pude enxergar isso. Ontem percebi que eu estava errado quando postei Sozinho. Na verdade foi mais minha culpa em não procurá-los do que outra coisa.
     Outro grande amigo que se afastou (foi morar fora de Natal), também sentiu muito por não termos visitado ele. Faltam algumas semanas para ele retornar a Natal. Quero conversar bastante com ele a respeito. Sei que ele vai me ajudar a madurecer mais ainda. Não sei como ele suportou a tudo. Espero que me conte.
     Isso me levou a refletir que não importa onde nossos amigos estejam, temos de promover nossos encontros para se aquecer a amizade. Meus amigos de Boa Vista já têm planos de virem aqui em 2012. Assim, meus planos de 2013 será de ir por lá revê-los e obviamente irmos também para Isla Margarita na Venezuela com eles.
     Tenho que fazer meus planos para ir a Natal novamente e também por João Pessoa para rever meus parentes que há anos não vejo. Estou com saudades de muita gente. Estou levando vocês e fazendo novos amigos aonde quer que eu vá.

Novo blog



     Fiquei cinco dias sem conectar à internet. Olhando meus e-mails, encontrei mensagens que me agradaram muito. Dois grandes amigos me mostraram que leram o meu blog e me responderam via e-mail. Acho que foi o momento mais feliz que consegui com o meu blog. O mais legal é que agora percebi que praticamente todos os meus problemas pessoais em relação a meus amigos estão quase sanados, ou seja, o meu blog perdeu o sentido de existir. Porém, já recebi pedidos para postar sobre harmônicos e sobre outros assuntos relacionados à música. Não posso parar enquanto não tirar as dúvidas musicais de todos.
     Claro que eu gostei de ter feito o blog, mas não posso mantê-lo mais com a mesma cara. Haverá mais posts sobre música e outros textos avulsos que vierem à tona. Não posso parar, porque já determinei outros objetivos para ele, além de ainda não ter conseguido restabelecer comunicação com todos os meus amigos. Quero reconquistar um por um, de forma especial e única. Quero repaginar as antigas promessas e refazer os nossos projetos que tínhamos na infância.

Viagens



     Infelizmente, não tenho previsões de viajar de férias a Natal. Mas assim que houver algum plano aviso a vocês. Afinal, estou com saudades demais. Quero rever Ian, Nina e o resto. He he he. É assim mesmo. Quando se tem filhos, nunca mais se é lembrado.
     Estou em fase final de mudança. Sim, vou sair da ilha e morarei no continente. Será um local definitivo, onde provavelmente passarei todo o resto de minha vida. Quem quiser vir visitar, já está convidado. Faremos um tour com vocês e mostraremos as maravilhas de Santa Catarina e adjacências.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Monte

Quisera ser um monte
Que cai aos poucos
Derramando sua areia
Desfazendo as pegadas
Lutando contra o vento

Exposto ao sol
Como se à mentira
Distante do mar
Como se da verdade
Perto do céu
Como se da morte

Pequeno entre as montanhas
Grande entre os arbustos
 Misterioso como alguém
Suave como água
Lento como o tempo
Vazio como a solidão
Disperso como o sono

Vivo

Esclarecimentos



     Às vezes vocês me pedem para contar histórias do meu trabalho. Aquelas histórias engraçadas do acampamento militar ou do curso de formação ou outra semelhante que todos os militares têm muitas para contar. Acontece que eu não vou contar. Lembro-me de um dia que vocês só fizeram perguntas relacionadas a isso. Eu não respondi, fui fático a todas. Soou como se eu não quisesse conversar com vocês, eu senti isso. Soou como se eu estivesse desinteressado em vocês. Eu estava realmente desinteressado no assunto. Queria falar sobre outras coisas. Tentei mudar de assunto, mas vocês sempre voltavam a bater na mesma tecla.
     Entendam. Eu não sou militar. Eu ESTOU militar. Foi uma escolha que eu tive de fazer diante de certas circunstâncias de um momento e estou dançando segundo as regras do militarismo. Não me alegro em ficar me lembrando disso quando estou de férias. Então peço que quando formos conversar, quando nos encontrarmos novamente, peçam tudo, perguntem sobre tudo. Vamos falar de música, vamos falar de praias, restaurantes, viagens, estudo. Mas não vamos falar de tráfego aéreo nem de ambiente militar, por favor. Eu não vou corresponder a esta sua expectativa caso você tente.
     Espero ter esclarecido aquele dia.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Recomeçar



     Sei que às vezes pareço drástico e dramático nos meus textos. Só estou correndo atrás do que eu sinto que perdi em algum momento passado. Todos mudamos. Eu mudei e vocês mudaram. Os sentimentos ficam. Os meus ficaram. O sentimento de amizade não é mais o mesmo com alguns. Digo isso, porque eles mesmos me admitiram um dia. Mas acho que já passou da hora de retomar, de reconstruirmos. Para isso, temos que esquecer as diferenças do passado. Tirem aquela imagem de menino problemático que vai fazer vocês passarem vergonha. Ou de menino frágil que vai fazer alguma besteira dependendo dos fatos. Eu não vou tentar me matar nem tentar matar um outro alguém. Eu não vou gritar desesperado, dar escândalos. Não! Não vou mais destruir meus CDs, quadrinhos e posters. Não vou rasgar minhas cartas de Magic. Pára. Isso não existe mais. Eu cresci, eu amadureci. Eu sobrevivi àquilo tudo. Eu não sou mais cristão. Dá para perceber o tamanho das mudanças? Sou um pai de família. Tenho um trabalho. Já viajei muito o Brasil inteiro. Conheci muita gente. Já vi muita coisa boa e ruim. Tenho só trinta anos, mas já tive muitas experiências importantes. Terei outras mais. Espero que bem melhores. Se forem ruins também, que venham. Estou pronto!
     E agora, vamos tentar? Vamos acabar com a formalidade? Chega de "oi, tudo bom?" Vamos nos reencontrar? Vamos começar uma coisa nova? Não se precisa esquecer do passado. Vamos rir disso tudo. É um convite diretamente a você. Não vou citar seu nome aqui, porque não é necessário. Mas o convite está feito.

Bons momentos



     Eu entrei no blog para outra postagem e fiquei surpreso. Tive alguns bons frutos resultado de minhas insistências no blog. Mas voltando ao meu post, ontem eu pensei que tenho falado muito de lamúrias e coisas ruins que me aconteceram, como perdas e falta de retornos. Agora, é momento sim de relembrar o passado, mas de coisas boas, momentos bons. A vida não é só dor, não é só sofrimento. Tive muito mais alegrias e muito mais momentos bons com meus grandes amigos de Natal. Acho que esta é a melhor forma de reconquistá-los: falar deles, mas as coisas que me fizeram bem.
     Antigamente, até a quinta série, eu não conhecia o sentido real da palavra amizade. Até tinha amigos, mas eu era desvirtuado. Minhas companhias eram para brigar. Eu me juntava com dois outros colegas e procurava um alvo para brigar na escola. Mas éramos justos. Sempre um contra um. Nunca ficávamos três contra um. E nunca batíamos em quem era menor. Nunca mesmo. Acho que estou procurando ver valores nas atrocidades que eu fazia. Não há qualidade nenhuma nesse meu passado...
     Eu sempre sonhava em ter um melhor amigo. Aquele em quem eu pudesse confiar. Aquele a quem eu pudesse contar tudo e que participasse em tudo da minha vida. Aquele que iria ser o padrinho dos meus filhos. Enfim, essa era minha ilusão. Mas aí foi bem pior. Eu não tive um melhor amigo. Eu tive muitos. Muitos mesmo. A ponto de não conseguir compará-los por eles serem muito diferentes e todos igualmente amigos. Então conheci meu primeiro melhor amigo. O melhor dos melhores.
     Na sexta série mudei de escola (a outra não me queria mais) e conheci alguns elementos que me fizeram conhecer o significado da palavra amizade. Conheci Coli e Ricardo. Conheci Master. Conheci mais gente, mas estes foram os que eu iria manter uma amizade até hoje. Coli e Ricardo me ensinaram cidadania. Quero agradecê-los aqui por me ensinarem o sentido de estudar, o porquê da busca do aprender. Quero agradecê-los por termos feito trabalhos em grupo por morarmos perto. Se isso é destino? Não sei. Mas foi através de vocês que conheci o RPG e o Magic. Através de vocês que gostei mais ainda de inglês. Através de vocês conheci Pablo.
     Na oitava série conheci Daniel San. Ali aprendi a força de se ter fé. Acreditei em muitas coisas que não acredito mais hoje. Ou até acredito, mas não da mesma forma. Não associo mais minhas crenças à fé. Neste mesmo ano foi quando mudei de clube de natação só para ficar com meus amigos.
     Na natação conheci mais outros: Pablo e Jotalu. Jotalu se mudou para outra cidade pouco depois. Minha amizade com Pablo ficou muito grande. Ele me trouxe bons momentos também. Através dele, conheci novos grupos musicais. Conheci um pouco do morro de Mãe Luíza, conheci Petrópolis e o Tirol. Através dele, conheci Iury, um grande músico que na época era só uma criança de nove nove anos que nem imaginava que ia ficar viciado em música.
     Em Iury conheci o poder da determinação de um ser em busca de seu sonho. Aprendi o que é ter coragem de enfrentar as pessoas que se ama em busca desse sonho. Conheci melhor a ginástica artística. Aprendi sempre coisas boas. Eu o via meio que como um filho. Fazia tudo para evitar traumas no seu crescimento. Pena que não consegui.
     No primeiro ano, conheci Tontonzi. Ele estudou comigo. E através dele e Iury conheci bem a capoeira. Conheci melhor o Reggae. O rock, o punk rock.
     No segundo ano conheci Vanessa. Grande irmã. Com ela eu conheci o amor fraterno. O companheirismo. Conheci Curitiba. Conheci a dor e como superá-la. Acho que aí se completou os meus principais amigos. Não vou citar os outros. Claro que há outros tão importantes quanto: Cláudio, Wagner, Liene, Élida, Clístenes, Luiz Corrêa, Gabriela, Cuscuz, Recy, Carol, Deborah, Danny, Carol, Jean, Jeane, Lee... Todos muito importantes. Mas foram menos momentos, por isso que não citarei a importância de cada um. Até porque o post já está enorme.
     Falei, falei e não disse exatamente o que eu queria. Sou péssimo para expressar minhas ideias. Mas pelo menos ficou registrado que de vocês eu sempre me lembro da parte boa. SEMPRE! Por mais que eu me queixe dos problemas, eu quero que vocês saibam que eu sinto falta dos nossos bons momentos. Nossas reuniões de bar. Nossos encontros para tocar violão. Nossas idas aos shows, ao teatro, à praia. Enfim, nossos bons momentos juntos. Até os encontros de Magic, RPG e videogame. Amo todos vocês. Eu sou o que vocês me ajudaram a me construir. Obrigado!
     Agora que vocês sabem que só me fizeram o bem, vamos criar novos momentos juntos a partir de agora. Momentos bons. Vamos fazer do futuro ainda melhor do que o passado. Vamos fazer com que hoje seja melhor que ontem e pior que amanhã. Esse é o meu pedido. Espero que vocês concordem...

domingo, 16 de janeiro de 2011

In Memoria Aeterna Erit Justus. Ab Auditione Mala Non Timebit.



     Trago neste momento a informação de que acabei de receber a notícia do falecimento de minha tia paterna caçula. Amada tia que me chamava de filho por compartilharmos o mesmo tipo sanguíneo: O negativo. Agora tenho uma doadora a menos para me salvar a vida.
     Faz parte do ciclo da vida. Para onde vamos, o que acontece, se deixamos de existir, não sei. Ninguém sabe. Mas a saudade sempre fica. Isto é o que a eternaliza. Talvez as lembranças de seus feitios sejam justamente o que o cristianismo chama de vida eterna. Pois para sempre ficará em nossas lembranças.
     Logo abaixo presto minha homenagem com uma composição de Vivaldi, onde a letra é o título deste post.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Algumas lembranças!



     Hoje eu e Beza estávamos lembrando algumas coisas engraçadas. Lembramos, então, quando Romero, um grande amigo nosso, chegou em Boa Vista. Ele tinha acabado de chegar na cidade. Estávamos na TWR (torre), ele ainda estagiário, quando perguntei onde ele ia almoçar. Ele ainda não sabia onde iria comer. Na mesma hora eu liguei para Beza, às 12h 30min, dizendo que chegaria em meia hora para almoçar e ia levar um amigo. Beza ficou "em bundas" para fazer a comida multiplicar para alimentar mais um. Foi engraçadíssimo. Romero ficou todo cheio de pernas sem querer atrapalhar e eu lá super feliz. Foi uma macarronada ninja que Beza aprontou em sei lá quanto tempo. Tenho certeza de que ele se lembra bem disso tudo.
     Romero,  um grande abraço para ti. Estamos com muitas saudades.

AVON



     Trago aqui também as possibilidades de quem quiser, fazer seus pedidos AVON com minha esposa. Muito fácil. Se você mora aqui em Florianópolis pode entrar em contato por telefone diretamente e falar com Marcela. (48) 9937-0355 (TIM) ou (48) 8466-1588 (Oi).
     Ainda pode acessar diretamente na internet e ver a variedade de produtos. Proteror solar, perfumes e colônias, maquiagem, produtos para cabelo, rosto, corpo, pés e mãos, unhas, antiidade, etc.
Acesse o site www.folhetoavon.com.br e faça seu pedido.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ateliê Marcela



     Trago aqui o blog do ateliê de minha esposa: Ateliê Marcela Santana. No blog tem alguns exemplos de trabalhos dela. Peço a visita de todos vocês. Abraço.

http://ateliemarcelas.blogspot.com/

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Devagar



     Olha só, ontem me deu uma coisa que não sei o que foi. Escrevi muitas coisas aqui não planejadas. Eu ia apagá-las. Mas, como prometi para mim mesmo que não iria mais me esconder, não vou fugir. Vou manter meus posts anteriores e continuar meu dia-a-dia. Não preciso mais ficar de aparências. Na verdade, ter postado tudo isso me fez um bem tremendo. Não estou muito preocupado, pelo menos hoje, pelo menos agora, se as pessoas em quem eu queria chegar estão ou não lendo. Não quero me fazer de coitadinho aqui. Foi um momento que tive importante para meu crescimento, importante para aprender a conviver comigo mesmo, conviver com meu passado. Sinto-me bem. Sei que devagarzinho vou chegando no meu objetivo. Não estou com pressa.

Sozinho



     Eu achava que eu ia postando as coisas aos poucos. Falando de mim. Falando de verdades e mentiras. Falando do que tivesse vontade. Pensei até que não cavaria coisas tão antigas. Coisas que menti para mim mesmo para acreditar que já estavam resolvidas, superadas. Mas, depois do meu auge ontem, hoje, percebi muita coisa. Pode ser que tenha a ver, pode ser que não. Mas acho que faz o maior sentido.
     Sempre tive um número considerável de grandes amigos em Natal. Dez ou onze, talvez mais. Em Boa Vista, tive cinco ou seis grandes amigos que foram muito intensos, valendo muito mais que dez ou onze... Então, estive muito bem, rico. Vivi bem. Tinha muitos amigos muito importantes para mim.
     Aqui em Florianópolis, tenho poucos amigos. Um ou dois. E não nos vemos todos os dias... Vai completar dois anos de morada aqui, e não tenho amigos que participam do meu dia-a-dia intensamente ainda. Claro que tenho uns dois ou três. Mas não tenho todos os dias um amigo por perto.
     É essa a diferença entre minha vida de Natal e Boa Vista com a de Florianópolis. Antes, sempre tinha amigos todos os dias, mesmo se eu quisesse ficar sozinho. Aqui não. Se quero ficar sozinho, fico. Se não quero ficar só, às vezes fico também...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Feijão de Mainha

     Trago a vocês um vídeo de um grandiosíssimo amigo, Iury Matias. Esta composição dele fantástica foi apresentada em seu Recital de Graduação do curso técnico de guitarra. Sou fã dele. Ele nunca acreditou quando eu disse, mas é verdade: é o melhor músico que eu já ouvi.

Feridas antigas



     Antigamente, tínhamos sonhos: sermos inseparáveis; sermos super tios; estarmos sempre juntos; participarmos de todos os momentos importantes: casamento, formatura, nascimento, batizado, aniversários, etc. Desde que parti, nunca mais estive presente. Mas, fui várias vezes a Natal. Sempre fiz questão de voltar por vocês e sempre que voltei a Natal, procurei pelos meus amigos e familiares por 3 anos seguidos: 2003, 2004 e 2005. Depois disso, foi quando comecei a desistir. Não estive nas formaturas nem nos casamentos, nem tampouco nos batizados. Mas, quem foi me visitar um dia? Não queria que me visitassem mesmo, não é isso o que importa. Queria que estivessem presentes. Que respondessem minhas mensagens nem que fosse por email. Que me telefonassem uma vez por ano, pelo menos. Eu até liguei 3 vezes ao ano. Queria saber as novidades quando as coisas acontecessem, ao invés de sabê-las quando já era passado remoto. O mais incrível era: "Filho, você não estava sabendo? Pensei que tinham lhe contado." É. Acontece que TODOS sempre pensaram que um outro me contasse, quando ninguém me contava, ninguém sequer falava comigo. Nem quando EU telefonava, jamais eu saberia, pois nem assim me contavam. Só vinham com conversas fáticas: "Estão todos bem." Poxa, nem sequer um scrap no orkut? Uma mensagem de email? Qual o problema em eu participar da vida de vocês? Eu sempre quis que vocês participassem da minha.
     Eu estava pensando agora, que as pessoas mais presentes na minha vida em termos de amizade são os amigos que fiz em Boa Vista, ou seja, depois de 2003. Estes sequer me desapontaram. Estes sequer me esqueceram por estar longe. Estes sequer deixam de me contar as novidades. Estes sequer deixam de me ligar pelo menos uma vez ao ano. Dá até gosto em telefonar para eles também. Sempre me fazem o bem, pois demonstram querer minha amizade. Com eles não me preocupo se vou sofrer, sei que não vou. Diferentemente de quando tento me comunicar com meus amigos de infância. Como pode um punhado de pessoas fazerem eu me sentir tão mal? Quando digo um punhado, são dois ou três indivíduos. Infelizmente ainda não esqueci o sofrimento que me trouxeram em se afastarem de mim repentinamente. Por mais que eles neguem. Eu não consigo mesmo superar. Admito! Estou tentando. A melhor forma seria o contato direto com eles para resolver o assunto. Eu já tentei, mas não fui bem sucedido. Espero que eles leiam meus posts. Talvez assim eles fiquem cientes do mal que me causam ao evitarem o diálogo. E eu sei que eles sabem que me refiro a eles.
     Aqui agradeço ter construído novas amizades em Boa Vista e elas serem maravilhosas. Mas, infelizmente, elas não apagam as feridas mais antigas. Quem dera fosse assim...

Quebrando a cara!



     Este post é quase direcionado aos meus amigos de Natal. Aqueles que estudaram comigo ou com quem eu treinei natação.
     Preciso falar um pouco do meu passado para esclarecer alguns detalhes. Digo isto, porque sei que nestes últimos nove anos surgiram alguns questionamentos em vocês a meu respeito. O porquê de eu ter tomado determinadas decisões em minha vida. Àqueles que não me conheciam nesta época podem entender um pouco o que já me aconteceu.
     Apesar de meu pai não se lembrar disso, ele me falou certo dia que eu tinha de sair de casa quando completasse 21 anos. Eu ainda era criança, e levei tudo ao pé da letra. Na verdade, creio eu, ele queria me encorajar a não me acomodar e correr atrás do meu futuro. Mas isto teve uma repercussão muito diferente. De certa forma eu corri atrás do meu futuro. Mas, não fiz o que eu realmente queria como profissão. Eu admito que eu sempre fui muito bom em música. Muito bom mesmo. Tirava praticamente 10 em todas as disciplinas do meu curso de música, com exceção da minha nota de instrumento. Cursei três anos de bacharelado em música com habilitação em violão. Faltava um ano para me formar. Em harmonia, análise musical, percepção, e muitas outras disciplinas (incluindo história da música) eu sempre fui muito bem mesmo. Principalmente em percepção, pois concluí todas as disciplinas com média 10. Enfim, não quero me gabar ou me exibir aqui. O que quero mostrar é que eu indiretamente recebi uma proposta para ser professor da universidade, ou seja, estavam esperando eu me formar para abrirem um concurso para professor de percepção.E eu adoraria ter sido.
     Acontece que em 1999 eu ingressei no curso. Mas em 2001 eu completei 21 anos. Eu tinha de sair de casa. Eu prometi para mim mesmo que eu ia sair de casa aos 21 anos para mostrar para os meus pais que eu ia sair antes de eles me colocarem para fora. Hoje eu sei que meu pai nunca iria fazer isso. Pensei muito em como sair de casa, se eu tinha alguns empreguinhos, ganhando de 120 a 400 reais por mês. Carreira militar foi minha resposta. Era o único concurso que eu saía de casa de imediato, pois os cursos de formação são em regime de internato. Estudei para o exército, que era só primeiro grau, e não passei. Mas havia feito a inscrição para a força aérea também. Era segundo grau: matemática, física, química e português. Tudo que eu sempre tive facilidade. Passei e fui embora para Guaratinguetá-SP fazer o curso de formação. Faltando um mês e meio para completar 22 anos, consegui. Saí de casa. E nunca mais voltaria...
     Aliado a outros motivos, que não vou citar aqui, fui embora para bem longe por opção. Fui morar em Boa Vista em 2003, logo após concluir meu curso de formação de controle de tráfego aéreo. Abandonei a música de vez. Adeus, meu curso. Adeus, violão. Adeus, corais. Adeus, oboé. Adeus... Ganhei o preço de ficar longe de todos os meus amigos que conquistei desde 1991. Fiquei longe de meus pais, minhas irmãs, meus primos, tios, minhas sobrinhas (na época eram só sobrinhas), etc.
     Hoje, sinto falta de tudo. Sinto falta da música, de tocar, de compor, de dar aulas. Em Boa Vista, a música é praticamente nula. Tudo muito mal feito por lá. Minhas tentativas de contribuir foram sufocadas pela politicagem local. Gente que tem muito pouco conhecimento musical querem comandar as coisas e fazer tudo mal feito. Enfim, abandonei tudo por opção minha para viver, ou melhor, sobreviver na minha profissão. Sobreviver poque senti falta de muito mais coisas essenciais para considerar estar vivendo.
     Após ter ido embora de Natal, senti falta dos meus amigos também. Mas eu sou assim. Gosto das pessoas e me dedico intensamente nas relações. Sou intenso nas minhas amizades. Mas quando sinto que não sou correspondido, fico noiado sem entender o porquê. Reflito e reavalio todas as minhas atitudes para tentar encontrar os meus erros. Sim, sempre penso que o erro é meu, exclusivamente meu. Isto começou quando percebi que somente eu telefonava para eles. Somente eu enviava mensagens. Somente eu procurava por eles no MSN. Depois de um tempo, eu desisti. Desisti mesmo. Acho que esse tempo foi aproximadamente uns 3 anos de tentativa. Desisti quando fui a Natal, informei meus contatos e onde estaria. Esperei alguém me procurar. Esperei receber um telefonema. Esperei em vão. Não foi tanto em vão, porque ainda há aqueles com quem nunca me frustro. Coli e Vanessa, vocês sempre estiveram comigo. Eu sei disso. Não me refiro a vocês aqui. Aconteceu que eu fui a Natal e não avisei mais a ninguém. Preferi ficar sozinho e ver só os familiares. Mas ainda assim fiquei com um peso na consciência. Achei meio vingativo. Mas não foi. Fiz isso em autodefesa. Não me queria magoar mais. Eu sempre sofro muito quando não sou correspondido. Mas tento guardar para mim.
     Então, entrei em depressão em outubro de 2010, depois de outros fatores serem desencadeados, envolvendo o trabalho. Parei para refletir o quão longe eu estou dos meus novos amigos que fiz em Boa Vista, que por sinal me ligam e sempre me mandam notícias. Inclusive dois deles já vieram em Florianópolis me visitar. Mas somente após um ano e meio consegui identificar pouquíssimos amigos de verdade aqui em Floripa. As pessoas daqui têm hábitos muito diferentes em relação à amizade. Refleti que não sei mais se meus amigos de Natal, exceto Coli e Vanessa, são ainda meus amigos, ou melhor, se eles ainda me vêem como amigo. Refleti que meu filho está crescendo longe dos primos e pode não criar laços muito fortes com os familiares.
     Tenho que corrigir isso tudo. Tenho que voltar para o Nordeste, pelo menos. Tenho que voltar com a música. Tenho que voltar com as amizades. Então, para não pirar e não fazer nenhuma loucura que possa me prejudicar tanto no trabalho quanto nos meus outros círculos sociais (quais, aqui em Floripa?), resolvi fazer o blog. É minha última tentativa de melhorar antes de partir para a terapia. E o mais interessante é que dentre as pessoas que eu mais queria que vissem o blog, somente Coli e Vanessa viram, ou seja, aqueles que eu sempre mantive a mesma amizade. Os outros, quem eu tento uma reaproximação, ainda não viram. Se viram, não recebi nenhum feedback. Gostaria de reaver a amizade com todos. Mas nem sei como ainda me surpreendo. Queria que alguns deles me fizessem "quebrar a cara". Que me provassem que estou sendo injusto, que não estou percebendo os fatos com clareza. Na verdade ainda quero... Mostrem-me que tudo não passou de um mal entendido. Que ainda somos aqueles irmãos que fôramos outrora.
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